Ciências
na BNCC: como ensinar o eixo temático matéria e energia
Como a nova base curricular se divide em três unidades
temáticas de ciências naturais desenvolvendo desde os anos iniciais um aluno
investigador, que além de entender e compreender desde a origem,
características, processos e até mesmo com a intervenção dos mesmos.
A unidade de matéria e energia além de suas leis que
as fundamentam preparam os estudantes a não só a conhecer os recursos naturais,
e qual a importância deles. Transformando-os assim não só em conhecedores do
assunto, mas em agentes que promovam a preservação e conservação destes
recursos.
Isso se dará mediantes não só a aulas conceituais,
mas com práticas aliadas aos conteúdos programáticos.
Separados pelo fundamental 1 e 2, mas não com
estudos fragmentados, onde se espera que em cada um sejam alcançadas as
habilidades decorrentes de cada ano.
Como por exemplo, no fundamental 1: Será a
construção do conhecimento das matérias-primas e recursos naturais.
Compreendendo os processos, uso e interações (entre água, geração de energia
elétrica, equilíbrio dos ecossistemas e resíduos). Como a proposta da base na
área de ciências é transformar o aluno em um agente investigador, estima-se que
construam soluções para problemáticas relacionadas dentro do parâmetro
destinado a eles.
No fundamental 2 será mais intrusivo o estudo, por
já virem os alunos com embasamento do fundamental 1, então serão explorados os
conteúdos anteriormente mencionados e não irão apenas construir soluções, mas a
realização das mesmas e assim sendo capazes de não só observar, mas planejar,
organizar e colocar em prática seus conhecimentos. Nesta fase eles também terão
o aprendizado científico-tecnológico, entendendo o funcionamento das
tecnologias e suas implicações em áreas diversas como, medicina, circuitos
elétricos, sustentabilidade dos recursos naturais, combustíveis, enfim tudo que
é ocupado em um espaço (matéria) e o trabalho (energia) da transformação da
matéria, utilizando ações que envolvam a escola e também a comunidade.
Nesta reportagem a Nova Escola trouxe uma atividade
de prática sobre o plástico, onde uma professora de São José do Rio Preto
sensibiliza os alunos com um vídeo sobre resíduos, apresentando seus descartes
e o tempo de decomposição dos mesmos, após instiga os alunos com a pergunta
"O que podemos fazer a respeito?”, levando os alunos a pesquisarem sobre
isso e os impactos ambientais que acontecem quando não realizado o descarte
correto e ela também ensina a fazer plástico com materiais biodegradáveis
(vinagre e batatas). É assim que a BNCC deseja que seja o letramento científico
dos alunos. Acredito que isso seja um aliado aos professores que conseguirão
ter o direcionamento correto e podendo mediar o conhecimento conforme a
habilidade de cada aluno.
REFERÊNCIA:
BNCC-NOVA ESCOLA Ciências na BNCC: como ensinar o eixo temático matéria e energia
Disponível em: https://novaescola.org. br/conteudo/12582/como-sepreparar-para-implementar-as-mudancas-da-bnccpara-ciencias
Publicado em NOVA ESCOLA Publicado em 21 Set, 2018.
Como
ensinar: terra e universo Saiba como ensinar o eixo temático terra e universo
em ciências
Esta unidade temática aborda desde a composição do
sistema solar, como também os fenômenos que acontecem na Terra. Outro fator é
que alguns conteúdos programáticos que eram abordados em geografia passaram
para as ciências naturais, no entanto não se sabe ao certo se a abordagem terá
nas duas disciplinas ou se habilidades diferentes com objetivos distintos do
mesmo conteúdo, ou apenas se aplicará em uma.
Como nas demais unidades temáticas da BNCC,
divide-se no fundamental 1 e fundamental 2.
O fundamental 1 direciona o aluno a desenvolver
pensamento crítico, incluindo suas experiências cotidianas, com observações
para isso, se posicionando em questão do tempo, espaço e avanços em gerais.
Neste artigo tem uma sugestão para o ensino de ciências do 4º ano, onde os
alunos teriam que investigar os movimentos de translação e o eixo de inclinação
da Terra. Antes esses movimentos como mencionados anteriormente eram visto em
geografia e em séries mais avançadas. Acredito que com o avanço tecnológico as
crianças das séries iniciais não terão dificuldades a aprender e se adaptar com
o estilo de pensamento de aprendizagem da BNCC.
No fundamental 2 a percepção é mais aguçada, onde
instiga o aluno a aprofundar seus conhecimentos, incluindo sempre em qualquer
temática na área de ciências a sustentabilidade, identificando, propondo e
solucionando as pautas das consequências dos fenômenos ocorridos em decorrência
da iniquidade das atividades humanas, como por exemplo, as mudanças climáticas
divergindo das estações do ano, efeito estufa, terremotos, etc.
Estes conceitos nas temáticas divididas exigem na
prática que o aluno tenha a capacidade de promover atitudes com o conhecimento
adquirido, como por exemplo, traz no artigo que os alunos do 8º ano, tenham a
habilidade de identificar as variáveis que envolvem a previsão do tempo e assim
poder calcular, construir condições que possibilitem, ajudem e auxiliem a vida
na Terra e talvez fora dela.
Com esse método do letramento científico para os
alunos, poderão sair alternativas, pesquisas e soluções que auxiliem e promovam
o equilíbrio ambiental, como também transformar os estudantes em cidadãos
sensibilizados e educados não só com o planeta, mas com toda a existência,
permitindo que isso influencie a sociedade e também formem futuros cientistas.
Referência:
Ciências
e a BNCC: como ensinar vida e evolução
Este artigo aborda o último eixo temático de
ciências da BNCC, onde é o mais complexo e interessante, com diversas teorias
sobre a origem da vida das espécies, as variações e adaptações que fundamentam
a evolução. Como a aprendizagem aborda não só a relação dos seres vivos, mas a
preservação da biodiversidade, os elementos necessários para cada um, seu
ambiente, as características históricas e culturais, será um trabalho
importante para a formação dos alunos.
O conhecimento prévio do aluno irá elevar as aulas,
pois os professores conseguirão abordar melhor o conteúdo programático com as
experiências do cotidiano do aluno, sintetizando assim a aprendizagem de forma
palpável e compreensível.
Nos anos iniciais espera-se que os professores
trabalhem os alunos para compreenderem as características que diferenciam
plantas de animais, a relação entre eles como também o ambiente que eles estão
inseridos. Outro conteúdo são as características físicas do ser humano, hábitos
saudáveis (nutrição e saúde), como também a relação com os demais seres e a
sociedade, levando o aluno a aprender diferenças culturais. Como exemplo de
práticas a publicação mostra dois exemplos: um deles foi um debate com a turma
do 4º ano sobre a importância dos hábitos alimentares. O outro exemplo instigou
os alunos a observarem, registrarem com fotos ou desenhos com informações sobre
a flora e fauna. A professora Luana Portilio, foi uma das vencedoras do Prêmio
Educador Nota 10 de 2017, que propôs à sua turma o estudo dos pássaros da
região. Este
tipo de atividade induz o aluno a expandir o seu conhecimento, pois se apenas
soubessem as características gerais dos pássaros sem se aprofundar nas
diferenças entre as espécies de cada um não conseguiriam aprender a diversidade
que determinadas regiões têm e o que elas proporcionam para isso, para o estudo
de biologia este é um grande elo para futuras pesquisas científicas.
O fundamental 2 já vem com a proposta de atuação dos
estudantes, abrangendo neste contexto não só a temática da vida e evolução, mas
as demais também, pois nesta atuação eles podem relacionar recursos, energia,
resíduos, entre outros conteúdos, com a viabilidade da vida dos organismos
vivos. Também vale ressaltar que na BNCC terá estudos sobre a fauna e flora da
região, enriquecendo o aprendizado dos alunos e enaltecendo os ecossistemas
brasileiros. A sexualidade também será trabalhada como cuidados, doenças e
reprodução humana, como o artigo traz de sugestão debates de casos reais de
DST, promovendo a mobilização dos jovens estudantes.
Analisando os três eixos que a BNCC traz e as
habilidades a serem trabalhadas nas séries, mostra que um vai interligando e
interagindo com o outro não fragmentando o estudo e sim incorporando
conhecimentos, porém há a ressalva que todos os professores têm que trabalharem
com a mesma visão, pois se um apenas se distanciar da coordenada que a BNCC
traz para a equidade do ensino, vai atrapalhar o desenvolvimento e o processo
de aprendizagem dos alunos nas demais áreas, talvez atrasando conteúdos que
poderiam já ter sido trabalhados antes. Em contrapartida depois de regularizada
em todo o Brasil e escolas nenhum aluno sairá prejudicado e os professores
terão que se adaptarem e se aperfeiçoarem não só com as novas normatizações,
mas também com as novas tecnologias, podendo estas serem um recurso avançado
para as práticas educacionais.