quarta-feira, 18 de setembro de 2019

RESENHAS ARTIGOS BNCC-NOVA ESCOLA


Ciências na BNCC: como ensinar o eixo temático matéria e energia
Como a nova base curricular se divide em três unidades temáticas de ciências naturais desenvolvendo desde os anos iniciais um aluno investigador, que além de entender e compreender desde a origem, características, processos e até mesmo com a intervenção dos mesmos.
A unidade de matéria e energia além de suas leis que as fundamentam preparam os estudantes a não só a conhecer os recursos naturais, e qual a importância deles. Transformando-os assim não só em conhecedores do assunto, mas em agentes que promovam a preservação e conservação destes recursos.
Isso se dará mediantes não só a aulas conceituais, mas com práticas aliadas aos conteúdos programáticos.
Separados pelo fundamental 1 e 2, mas não com estudos fragmentados, onde se espera que em cada um sejam alcançadas as habilidades decorrentes de cada ano.
Como por exemplo, no fundamental 1: Será a construção do conhecimento das matérias-primas e recursos naturais. Compreendendo os processos, uso e interações (entre água, geração de energia elétrica, equilíbrio dos ecossistemas e resíduos). Como a proposta da base na área de ciências é transformar o aluno em um agente investigador, estima-se que construam soluções para problemáticas relacionadas dentro do parâmetro destinado a eles.
No fundamental 2 será mais intrusivo o estudo, por já virem os alunos com embasamento do fundamental 1, então serão explorados os conteúdos anteriormente mencionados e não irão apenas construir soluções, mas a realização das mesmas e assim sendo capazes de não só observar, mas planejar, organizar e colocar em prática seus conhecimentos. Nesta fase eles também terão o aprendizado científico-tecnológico, entendendo o funcionamento das tecnologias e suas implicações em áreas diversas como, medicina, circuitos elétricos, sustentabilidade dos recursos naturais, combustíveis, enfim tudo que é ocupado em um espaço (matéria) e o trabalho (energia) da transformação da matéria, utilizando ações que envolvam a escola e também a comunidade.
Nesta reportagem a Nova Escola trouxe uma atividade de prática sobre o plástico, onde uma professora de São José do Rio Preto sensibiliza os alunos com um vídeo sobre resíduos, apresentando seus descartes e o tempo de decomposição dos mesmos, após instiga os alunos com a pergunta "O que podemos fazer a respeito?”, levando os alunos a pesquisarem sobre isso e os impactos ambientais que acontecem quando não realizado o descarte correto e ela também ensina a fazer plástico com materiais biodegradáveis (vinagre e batatas). É assim que a BNCC deseja que seja o letramento científico dos alunos. Acredito que isso seja um aliado aos professores que conseguirão ter o direcionamento correto e podendo mediar o conhecimento conforme a habilidade de cada aluno.
REFERÊNCIA:
BNCC-NOVA ESCOLA Ciências na BNCC: como ensinar o eixo temático matéria e energia Disponível em: https://novaescola.org. br/conteudo/12582/como-sepreparar-para-implementar-as-mudancas-da-bnccpara-ciencias Publicado em NOVA ESCOLA Publicado em 21 Set, 2018.


Como ensinar: terra e universo Saiba como ensinar o eixo temático terra e universo em ciências
Esta unidade temática aborda desde a composição do sistema solar, como também os fenômenos que acontecem na Terra. Outro fator é que alguns conteúdos programáticos que eram abordados em geografia passaram para as ciências naturais, no entanto não se sabe ao certo se a abordagem terá nas duas disciplinas ou se habilidades diferentes com objetivos distintos do mesmo conteúdo, ou apenas se aplicará em uma.
Como nas demais unidades temáticas da BNCC, divide-se no fundamental 1 e fundamental 2.
O fundamental 1 direciona o aluno a desenvolver pensamento crítico, incluindo suas experiências cotidianas, com observações para isso, se posicionando em questão do tempo, espaço e avanços em gerais. Neste artigo tem uma sugestão para o ensino de ciências do 4º ano, onde os alunos teriam que investigar os movimentos de translação e o eixo de inclinação da Terra. Antes esses movimentos como mencionados anteriormente eram visto em geografia e em séries mais avançadas. Acredito que com o avanço tecnológico as crianças das séries iniciais não terão dificuldades a aprender e se adaptar com o estilo de pensamento de aprendizagem da BNCC.
No fundamental 2 a percepção é mais aguçada, onde instiga o aluno a aprofundar seus conhecimentos, incluindo sempre em qualquer temática na área de ciências a sustentabilidade, identificando, propondo e solucionando as pautas das consequências dos fenômenos ocorridos em decorrência da iniquidade das atividades humanas, como por exemplo, as mudanças climáticas divergindo das estações do ano, efeito estufa, terremotos, etc.
Estes conceitos nas temáticas divididas exigem na prática que o aluno tenha a capacidade de promover atitudes com o conhecimento adquirido, como por exemplo, traz no artigo que os alunos do 8º ano, tenham a habilidade de identificar as variáveis que envolvem a previsão do tempo e assim poder calcular, construir condições que possibilitem, ajudem e auxiliem a vida na Terra e talvez fora dela.
Com esse método do letramento científico para os alunos, poderão sair alternativas, pesquisas e soluções que auxiliem e promovam o equilíbrio ambiental, como também transformar os estudantes em cidadãos sensibilizados e educados não só com o planeta, mas com toda a existência, permitindo que isso influencie a sociedade e também formem futuros cientistas.
Referência:
BNCC-NOVA ESCOLA- Como ensinar: terra e universo Saiba como ensinar o eixo temático terra e universo em ciências. Disponível em: https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/70/saiba-como-ensinar-o-eixo-tematico-terra-e-universo-em-cienciasPublicado em 21 Set. 2018.



Ciências e a BNCC: como ensinar vida e evolução
Este artigo aborda o último eixo temático de ciências da BNCC, onde é o mais complexo e interessante, com diversas teorias sobre a origem da vida das espécies, as variações e adaptações que fundamentam a evolução. Como a aprendizagem aborda não só a relação dos seres vivos, mas a preservação da biodiversidade, os elementos necessários para cada um, seu ambiente, as características históricas e culturais, será um trabalho importante para a formação dos alunos.
O conhecimento prévio do aluno irá elevar as aulas, pois os professores conseguirão abordar melhor o conteúdo programático com as experiências do cotidiano do aluno, sintetizando assim a aprendizagem de forma palpável e compreensível.
Nos anos iniciais espera-se que os professores trabalhem os alunos para compreenderem as características que diferenciam plantas de animais, a relação entre eles como também o ambiente que eles estão inseridos. Outro conteúdo são as características físicas do ser humano, hábitos saudáveis (nutrição e saúde), como também a relação com os demais seres e a sociedade, levando o aluno a aprender diferenças culturais. Como exemplo de práticas a publicação mostra dois exemplos: um deles foi um debate com a turma do 4º ano sobre a importância dos hábitos alimentares. O outro exemplo instigou os alunos a observarem, registrarem com fotos ou desenhos com informações sobre a flora e fauna. A professora Luana Portilio, foi uma das vencedoras do Prêmio Educador Nota 10 de 2017, que propôs à sua turma o estudo dos pássaros da região. Este tipo de atividade induz o aluno a expandir o seu conhecimento, pois se apenas soubessem as características gerais dos pássaros sem se aprofundar nas diferenças entre as espécies de cada um não conseguiriam aprender a diversidade que determinadas regiões têm e o que elas proporcionam para isso, para o estudo de biologia este é um grande elo para futuras pesquisas científicas.
O fundamental 2 já vem com a proposta de atuação dos estudantes, abrangendo neste contexto não só a temática da vida e evolução, mas as demais também, pois nesta atuação eles podem relacionar recursos, energia, resíduos, entre outros conteúdos, com a viabilidade da vida dos organismos vivos. Também vale ressaltar que na BNCC terá estudos sobre a fauna e flora da região, enriquecendo o aprendizado dos alunos e enaltecendo os ecossistemas brasileiros. A sexualidade também será trabalhada como cuidados, doenças e reprodução humana, como o artigo traz de sugestão debates de casos reais de DST, promovendo a mobilização dos jovens estudantes.
Analisando os três eixos que a BNCC traz e as habilidades a serem trabalhadas nas séries, mostra que um vai interligando e interagindo com o outro não fragmentando o estudo e sim incorporando conhecimentos, porém há a ressalva que todos os professores têm que trabalharem com a mesma visão, pois se um apenas se distanciar da coordenada que a BNCC traz para a equidade do ensino, vai atrapalhar o desenvolvimento e o processo de aprendizagem dos alunos nas demais áreas, talvez atrasando conteúdos que poderiam já ter sido trabalhados antes. Em contrapartida depois de regularizada em todo o Brasil e escolas nenhum aluno sairá prejudicado e os professores terão que se adaptarem e se aperfeiçoarem não só com as novas normatizações, mas também com as novas tecnologias, podendo estas serem um recurso avançado para as práticas educacionais.
BNCC-NOVA ESCOLA- Ciências e a BNCC: como ensinar vida e evoluçãoDisponível em: https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/71/ciencias-e-a-bncc-como-ensinar-vida-e-evolucao Publicado em 01 Jun. 2017.


sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Como se preparar para implementar as mudanças da BNCC para ciências


Como se preparar para implementar as mudanças da BNCC para ciências
Lilian Bach é Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano (USP), Mestre em Educação: Psicologia da Educação (PUC/SP), Bióloga (Mackenzie) e Pedagoga (USP), numa entrevista com a revista Nova Escola em Junho do ano de 2017, ela responde algumas questões importantes da BNCC, tanto para as escolas, quanto para os professores e alunos.
A BNCC torna o aluno para o ensino de ciências como o agente investigador, compreendendo, interpretando, moldando-o em seu meio cultural, intelectual e material.
Para isso os professores têm que estarem preparados e compreenderem o papel do aluno para a progressão da aprendizagem, conforme a nova Base. A formação continuada para desenvolver de acordo com a idade as habilidades para assim organizar o referencial, mostrando aos alunos que as matérias se relacionam sendo assim o conhecimento transversal.
Lilian ainda fala sobre os desafios lançados, onde o professor será o mediador do aluno, que a construção do letramento científico, vai abordar desde observações, até as experiências cotidianas, abrangendo as disciplinas desde as séries iniciais, assim o estudante tem uma formação mais ampla, essa construção de conhecimento vem em espiral englobando não só o conhecimento adquirido na escola como as mudanças e habilidades desenvolvidas ano a ano com seu grau de complexidade.
A intencionalidade das Ciências da Natureza não é só o conhecimento específico, mas também a relação de modificar o meio em que vive trazendo o estudante como agente construtor, englobando estudos, práticas, desafios, intervenções, resultados, cooperando coletivamente com o meio, estimulando o interesse e curiosidade científica, onde alguns procedimentos e atividades podem ser simples, trazendo progressão para aprendizagem das temáticas relacionadas: Matéria e energia Terra e Universo Vida e Evolução.
Na abordagem investigativa existem duas direções, porém pra alcançar os objetivos das habilidades a serem aplicadas elas teriam que ser direcionadas, para não cair em recitação e memorização conceitual.
As práticas para o ensino de Ciências é uma ferramenta essencial para a qualidade do aprendizado, podendo ser trabalhada desde materiais simples e de fácil acesso, tanto para os estudantes como para as escolas, já que nem todas estão estruturadas fisicamente com laboratórios adequados e também para desmistificar o conceito de que cientista é só quem trabalha em laboratório.  Outro fator são as questões locais a serem discutidas e estudadas isso com a formação do conhecimento da sustentabilidade e das riquezas naturais e intervenções dos homens, acredita-se que com essa nova Base promovendo o aluno de ciências não só como investigador, mas como agente irá tornar ele um cidadão consciente, promotor, sensibilizado e centrado em resoluções de preservações do meio ambiente.
Referência:
BNCC-NOVA ESCOLA- Como se preparar para implementar as mudanças da BNCC para ciência Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/12582/como-sepreparar-para-implementar-as-mudancas-da-bnccpara-ciencias Publicado em NOVA ESCOLA 01 de Junho Publicado em 01 Jun., 2017.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

O que muda no ensino de Ciências com a BNCC?


O que muda no ensino de Ciências com a BNCC?
De acordo com a publicação em 06 de Janeiro de 2017 pela revista Nova Escola, mostra que essa inovação para o ensino de ciências no ensino fundamental aborda uma organização de conteúdos divididos em três unidades temáticas, sendo elas: Matéria e energia, vida e evolução e Terra e universo. Essas temáticas serão trabalhadas em todos os anos do ensino fundamental como uma proposta de que ano a ano os alunos desenvolvam as habilidades, esse conhecimento é adquirido em forma de espiral, que também traz o conhecimento do aluno fora da sala de aula.
A proposta é que essas mudanças venham facilitar para os alunos a compreensão dos conteúdos, sendo ele familiarizado desde as séries inicias não tendo dificuldades maiores em ver tudo de uma única vez em uma determinada série.
E no ensino de ciência vão integrar as três unidades temáticas ressaltadas anteriormente, com uma integração entre elas que é o caso da sustentabilidade socioambiental, onde serão trabalhadas com as habilidades dos alunos, promovendo a relação do cotidiano deles com a manutenção e equilíbrio do meio ambiente, a intencionalidade é mobiliza-los a desenvolver desafios que possam ser aplicáveis com hábitos e recursos necessários para a preservação da Terra, transformando o aluno um investigador científico.
No PCN além das diferenças da nomenclatura que eram: Ambiente, Ser Humano e Saúde e Recursos Tecnológicos. Estes eram divididos em blocos e isolados por séries, ou seja, a construção do conhecimento é linear. Mas alguns pressupostos vão continuar, como a concepção do estudo de ciências; a importância do respeito por si e com os demais, a dimensão do ensino de ciência e os impactos ambientais promovidos pelo homem e por último a colaboração dos alunos com suas realidades vivenciadas auxiliando no processo da aprendizagem em sala de aula.
Outra forma que a BNCC engloba, são os objetivos que os alunos têm que saber sobre a aula, para os professores isso é um norte, facilitando na montagem dos planos de aula, mas lembrando de que cada série tem que identificar o verbo das habilidades compreendidas para elas, desenvolvendo assim a criticidade, o letramento científico através da observação dos fatos, atuação, comparação, colaboração pelos estudantes.
Então essa “reforma” vem para aperfeiçoar as habilidades dos alunos, construindo seu conhecimento multilinear, onde o processo da aprendizagem torna o aluno como protagonista, com capacidade de compreender, interpretar e transformar e o professor será o mediador, adaptando e orientando.
Com certeza esta inovação será um desafio para as escolas e professores, porém acredito que essas habilidades irão promover melhores atividades, tanto manuais, práticas como cognitivas, otimizando assim os conteúdos e também a qualificação dos professores para continuarem dentro da sala de aula, podendo assim estruturar e capacitar seus alunos com competência e qualidade, com estratégias pedagógicas.
Referência:
BNCC-NOVA ESCOLA-O que muda no ensino de Ciências com a BNCC- Disponível em: https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/61/o-que-muda-no-ensino-de-ciencias-com-a-bncc Publicado em 06 Dez, 2017.