quarta-feira, 29 de maio de 2019
sábado, 25 de maio de 2019
Relatório e análise de resultados do plano de aula de reforço sobre a cadeia e teias alimentares
RELATÓRIO
DE APLICAÇÃO DO PLANO DE AULA
ESCOLA Municipal de Ensino fundamental Dom Henrique
Gelain
PROFESSORA SUPERVISORA: Carla Cassol
SÉRIE: 6º Ano
DATA: 24/05/2019
HORÁRIO: Sexta-feira 2º e 3º Períodos (08h 30 min h às 10h45min).
BOLSISTA: Tatiane Bueno
APLICAÇÃO
AULA DE REFORÇO
Tema:
Cadeia e teias alimentares
Atividade: Aplicação do plano de aula de
reforço sobre o tema: Cadeia e teias alimentares.
Conteúdo:
A
cadeia alimentar é importante para manter o equilíbrio ecológico. Essa relação
provém da alimentação em busca da
energia. Existindo vários níveis tróficos:
Começando pelos seres autotróficos no primeiro nível
conhecidos dentro da cadeia como produtores, pois fabricam seu próprio
alimento. No segundo nível trófico temos os consumidores primários conhecidos
como os herbívoros, seguindo está no terceiro nível os consumidores secundários
que são os onívoros que se alimentam tanto de carne quanto de peixe e no quarto
nível trófico temos os consumidores terciários, os carnívoros e por fim os
decompositores.
Quando há uma quebra na cadeia alimentar, há uma
desorganização nos ciclos, podendo haver desequilíbrios ecológicos em busca
desse fluxo de energia, pois pode chegar a dizimar ou superpopulacionar uma
espécie e afetando vários reinos da natureza.
A cadeia alimentar nada mais que a sequência de quem
come o quê
Objetivos:
Reforçar o conhecimento adquirido sobre cadeias
alimentares, as diferenciando de teias alimentares com identificação de níveis
tróficos através de um jogo lúdico.
Específicos:
- Identificar os
produtores, consumidores e decompositores;
- Compreender o equilíbrio e o comportamento do
fluxo de energia na cadeia alimentar;
- Diferenciar teia e cadeia alimentar;
- Sensibilizar sobre a importância de todas as
relações ecológicas existentes;
- Valorizar a manutenção ecológica relacionada
a todos os seres;
- Trabalhar em equipe.
·
Recursos
didáticos: Quadro, giz/canetão, apagador, jogo Cada um na sua
teia, folha com atividade.
Metodologia:
24-5-2019 – No
início da aula para mobilização dos alunos sobre o tema, aproveitando que no
dia 20 de maio é a data mundial das abelhas, que foi no decorrer da mesma
semana, foi indagado aos alunos qual a relação das abelhas com os seres vivos e
a importância de sua existência.
Os alunos foram
respondendo esses questionamentos, de forma voluntária. No quadro-negro foi construída
uma pirâmide com os níveis tróficos e exemplos dos constituintes das cadeias
alimentares seguindo o fluxo de energia.
Para sintetizar o conhecimento
foi realizado um jogo em equipes: “Cada um na sua teia”.
Objetivo do jogo: Compreender
as cadeias e teias alimentares por meio do trabalho em equipe e cooperação.
Etapa 1: Separação da turma em equipes - cada grupo representou um dos ecossistemas brasileiros:
1ª Equipe representando Mata Atlântica;
2ª Equipe representando a Amazônia;
3ª Equipe representando o Pampa;
4ª Equipe representando o Pantanal
5ª Equipe representando o Cerrado.
Etapa 2: A equipe escolherá imagens
que estarão misturadas com outras dentro de uma caixa que compõem a cadeia/ teia alimentar.
Etapa 3: Cada aluno de seu grupo
representará um ser vivo diferente e explicará para os demais colegas quem ele
é e em que nível trófico ele se encontra:
produtor, consumidor ou decompositor. Os consumidores podem ser
primários, secundários e assim por diante, dependendo do tamanho da teia
alimentar.
- Posteriormente terão que
desenhar a cadeia/teia construída conforme o resultado da equipe no jogo. Todos
deveram ter o registro no caderno.
Foi lançado uma pergunta
chave para cada grupo.
Análise
dos resultados
Com a abordagem inicial e por se tratar de uma aula
de reforço, ou seja, do conteúdo já visto pela turma, os alunos mostraram desde
o início o conhecimento sobre o tema proposto para a aula. Porém eles não
tinham conhecimento sobre os níveis tróficos, a professora titular limitou
apenas aos nomes dos constituintes da cadeia como os produtores consumidores
primários, secundários, terciários e decompositores, mas todos ficaram cientes
de que pode existir várias sequências de cadeias e teias alimentares, com
diferente níveis tróficos.
Com a aplicação do jogo, o resultado esperado foi
alcançado, todos participaram da proposta e responderam as perguntas chaves, as
quais foram entregues no final na da aula.
As perguntas foram diferentes em cada grupo. Como a
turma estava em menor número, fora divididos em quatro grupos ao invés de
cinco.
As perguntas foram:
Perunta 1- Se houvesse um derramamento de óleo no
mar o que poderia acontecer?
Resposta dada pelos alunos do grupo1: Além de
intoxicar os peixes, poderiam matar as
algas e os organismos existentes, poluindo a água e desequilibrando a cadeia
alimentar.
Pergunta 2- Se por descaso do homem, houvesse a
extinção das árvores o que aconteceria?
Resposta dada pelos alunos do grupo 2: Acabaria com
a casa de muitos animais, não teria mais frutos, nem vida.
Pergunta 3- Se fosse descartado lixo no meio
ambiente no que isso afetaria?
Resposta dada pelos alunos do grupo 3: Iria causar
um desequilíbrio ambiental, intoxicando
não só o solo mas os organismos, afetando diretamente a teia alimentar.
Pergunta 4- Houve um desequilíbrio na cadeia e por
falta de predadores “consumidores” de javalis, eles se reproduziram e aumentou
muito a sua população, o que acontece depois?
Resposta dada pelos alunos do grupo 4: Iriam acabar
com as plantações e depois não teriam mais comida e também iriam morrer.
Referente as repostas percebe-se o grau de conhecimento
sobre a importância que tem o equilíbrio ambiental.
Dentro do tempo previsto foi solucionado também a
carta enigmática e alguns alunos ainda intensificaram a carta colocando até os
decompositores e a volta da matéria orgânica começando o ciclo novamente. Este
resultado abrangeu mais que o esperado, mostrando a desenvoltura e a
aprendizagem dos mesmos.
A devolutiva superou as expectativas do professor.
Anexos:
Explicação
da cadeia alimentar com a construção da pirâmide com níveis tróficos:
Alunos
em seus grupos para resolução do jogo:
Cadeia
e Teias alimentares formadas pelos alunos:
sexta-feira, 17 de maio de 2019
sexta-feira, 3 de maio de 2019
Resenha do artigo: "O futuro da educação em uma sociedade do conhecimento: o argumento radical em defesa de um currículo centrado em disciplinas".
O autor é Michael F.D. Young, um
sociólogo britânico que além de ativista social é Doutor honoris causa na
Finlândia pela Universidade Joenssu e professor titular da Universidade de
Londres.
Este artigo traz discussões,
fazendo refletir com base nele a educação nos tempos atuais do nosso país (Brasil),
comparado às políticas educacionais que o autor fala em seu trabalho, sobre as
reformas ocorridas nos países europeus no ano de 2008. Sendo de formas
complexas, que uma hora o leitor fica a favor das ideias trazidas e outra hora
diverge com as discussões do conhecimento com essas práticas politicas.
As reformas foram feitas, devido
a um contexto social e econômico ocorridos na Inglaterra, como o desemprego,
desinteresse dos alunos, gerando o baixo rendimento e até abandono escolar,
refletindo num fracasso social.
Porém essas reformas não levam em
conta o papel do conhecimento em si e sim de adequação para metas políticas e
sociais inquestionáveis dos países europeus.
Young deixa claro que “Currículo”
é diferente de “Pedagogia”. E este é um desafio de transição. Ele fala de uma
forma apelativa, que “o currículo centrado em disciplinas” deva ser feito por
especialistas, que saberão dos conceitos das tais, que aumentarão o currículo
para o mercado de trabalho. Em outras palavras e como ele enfatiza no texto que
é o professor que atua como motivador do aluno para desenvolver o conhecimento
da disciplina do currículo, ou seja, ele que faz a ponte entre o currículo e a
pedagogia sem esse elo ficam dispersos o conhecimento, pois ambos os conceitos
são bem distintos.
Independente de qual abordagem
instrumentalista que venha ter o currículo, ele irá diferenciar as classes e
esse é o problema que todos os países enfrentam: “Desigualdades sociais na
educação”.
Se forem comparadas as escolas
privadas do nosso país se igualaria o currículo que o autor defende
“Engajamento” que nada mais é que o ajuste e definição do que é ensinado, sendo
como um instrumento alavancado para os estudantes. E nas escolas públicas o que
será que realmente está sendo ensinado? Será que os conceitos e disciplinas são
os mesmos?
De acordo com o artigo de Young,
o mundo é visto no ambiente escolar, como um objeto de pensamento, ou seja, de
estudo e não vê como um lugar de experiência. Isso diverge das pedagogias atuais,
que deixa a aprendizagem mecânica no passado e começa a colocar a aprendizagem
significativa nas aulas, trazendo enriquecimento para os conceitos com as
experiências vividas pelos alunos de suas variadas formas, onde o aluno se
torna agregador do conteúdo e despertando o interesse para o conhecimento.
Em determinada parte do artigo o
autor diz que as disciplinas fazem parte de dois círculos diferentes, que ao
mesmo tempo são distintas elas também são relativas, podendo em determinado
tempo se relacionar ou até mesmo se distinguir. Acredito que a visão sobre
alguma coisa de uma pessoa difere de outra, mas derivam de algo em comum, se
relacionando.
Outro fato interessante discutido
neste artigo é que quanto mais conhecimentos têm dentro do currículo e em
especial de uma disciplina, seguindo as normas, mais se tornamos especialistas
dela. Um exemplo disso na vida acadêmica são as graduações e especializações.
E o papel pedagógico dos
professores chama a atenção, porque Young enfatiza e dá notoriedade que o
professor que leva o estudante a ter um currículo confiável, promovendo além de
conceitos, relacionamento e a capacidade do aluno de desenvolver o currículo.
O problema do currículo é ele ser
restrito e desqualificar socialmente os menos afortunados. Não desenvolvendo
uma equidade muito menos uma qualidade de educação. Sendo necessária uma
renovação de currículos, ou seja, não sendo tão radical (elitista), e
envolvendo não só a disciplina, mas a relação do aluno com a sociedade, com os
professores e com a escola, desenvolvendo além de conhecimento relações culturais
mais conhecidos como: socioconstrutivismo que é o pensamento de corrente
pedagógica de Lev Vygotsky (1896-1934), muito estudado nos conteúdos que envolvem
o tema da educação.
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