Escola
e família reforçam desigualdades de gênero.
Este artigo foi publicado em Priscila Albuquerque
Tavares em primeiro de Agosto do ano 2019, doutora em Economia pela Fundação Getúlio Vargas
(FGV), mestre e bacharel em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). É
professora da Escola de Economia de São Paulo, da FGV, pesquisadora na área de
Economia da Educação e autora de diversos artigos que avaliam impactos de
políticas educacionais no Brasil. A autora traz uma Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicilio (PNAD) do ano de 2018, onde a diferença em torno de
21% salários femininos abaixo dos masculinos, pondo então a desigualdade profissional
que ocorrem entre homens e mulheres. Também relata que as escolhas profissionais
são bem distintas, onde cita o exemplo de enfermagem para as mulheres e no ramo
de engenharias para os homens. Acredito que as pessoas não podem ser rotuladas
por gêneros para se tiver um bom cargo ou para fazer a escolha profissional e
sim serem aptas ao trabalho e exercer a função para merecidamente, indiferente
de sexo, cor, idade, etc., recebam por ele.
Ela também fala que existem estudos que comprovam que
as culturas exercidas em casa e até mesmo na comunidade escolar, influenciam no
desempenho e capacidade intelectual das crianças, onde meninos são melhores em
matemática e meninas em português. Eu não vejo essa diferença dentro da sala de
aula em questão de gêneros e sim do incentivo dos pais e da própria escola nos
alunos independente se meninos ou meninas.
Neste artigo também é falado das culturas
tradicionais, onde meninos são mais esperados pelas famílias e
preferencialmente como primogênitos, abalando geralmente as atitudes,
socialização e desvalorizando a autoestima das meninas, onde estas culturas
trazem que a mulher é feita para cuidar da casa, dos filhos e dos maridos,
enquanto o homem provém da carreira sustentar a casa. As mulheres atualmente
são emponderadas, está cada vez mais conquistando o seu espaço, claro que
existem muitas diferenças, mas olhando para o passado é pouco que falta
estabelecer a igualdade entre os gêneros, porém não é uma tarefa fácil, pois
além das culturas tradicionais, também precisa quebrar as culturas silenciadas,
ou seja, certas coisas “são para meninos” e outras “são para meninas”. Também
não podemos esquecer que muitos homens desempenham papeis intitulados para
mulheres, como cozinhar, limpar a casa, cuidar dos filhos, costurar, etc. Eles
desempenham tão quanto uma mulher.
Outro fator que este artigo expõe são as escolas,
que muitas vezes professores e colegas discriminam por gêneros, tendo maior
simpatia com os meninos. A autora traz que os ambientes dificultam as
habilidades femininas em diversos pontos, ocasionados pela família e pela
escola, inferiorizando-as, e que é de responsabilidade de todos mudarem esse
pensamento da sociedade. Acredito que a autoconfiança, só se tenha quando aparado
por pessoas em quais confiamos e que nos apoiam, dito isso, qualquer pessoa é
capaz de exercer qualquer função sem discriminação de suas capacidades por
causa do seu gênero.
Plano
de aula: Igualdade entre os gêneros
Plano destinado ao 8º ano do Ensino Fundamental,
onde propõe atividades para os alunos de situações que evidenciem a desigualdade
de gêneros, fazendo assim identificar e superar estas diferenças, sejam elas biológicas
afetivas humanas etc.
O que mais me chamou a atenção é a forma voltada
para o diálogo e debate em sala de aula, pois muitos alunos nesta faixa etária
não têm com quem falar ou até mesmo têm medo de falar, seja por vergonha entre
outras coisas. Este tipo de atividade promove a socialização incita a igualdade
dos gêneros, pois todos terão voz e vez de falar sem distinção. Outra atividade
também proposta que pode ser utilizada não só para esta série é a construção do
mapa da empatia, pois ele traz a visão não só conceitual e procedimental, mas
atitudinal englobando uma construção social, com perguntas sucintas, também
podendo ficar aberto para mais relatos, seja de experiência, atitudes, etc.
A abordagem do vídeo mostra claramente o quanto à
sociedade induz nos estereótipos, pois quando a pessoa é ingênua, não faz
comparação e nem desiguala ninguém.
A sistematização final foi uma ideia bem elaborada,
pois traz de forma coletiva a construção da sistematização da frase final, ou seja,
sem distinção, promovendo a igualdade entre os gêneros.
REFERÊNCIAS:
PERSICH, G.D; GERALDI, A.M; SOUZA, J.M. Plano de
aula: IGUALDADE ENTRE OS GÊNEROS.
Disponível em: https://novaescola.org.br/plano-de-aula/2094/igualdade-entre-os-generos.
Acessado dia 22/10/2019.
TAVARES, P.A. Escola
e família reforçam desigualdades de gênero. Publicado em 01/08/2019. Disponível
em: https://novaescola.org.br/conteudo/18143/pesquisas-mostram-como-escola-e-familia-reforcam-desigualdades-de-genero.
Acessado
dia 22/10/2019.
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