sexta-feira, 25 de outubro de 2019

RESENHA DO ARTIGO "DESIGUALDADE ENTRE OS GÊNEROS " E DO PLANO DE AULA "IGUALDADE ENTRE OS GÊNEROS


Escola e família reforçam desigualdades de gênero.
Este artigo foi publicado em Priscila Albuquerque Tavares em primeiro de Agosto do ano 2019, doutora em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mestre e bacharel em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). É professora da Escola de Economia de São Paulo, da FGV, pesquisadora na área de Economia da Educação e autora de diversos artigos que avaliam impactos de políticas educacionais no Brasil. A autora traz uma Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (PNAD) do ano de 2018, onde a diferença em torno de 21% salários femininos abaixo dos masculinos, pondo então a desigualdade profissional que ocorrem entre homens e mulheres. Também relata que as escolhas profissionais são bem distintas, onde cita o exemplo de enfermagem para as mulheres e no ramo de engenharias para os homens. Acredito que as pessoas não podem ser rotuladas por gêneros para se tiver um bom cargo ou para fazer a escolha profissional e sim serem aptas ao trabalho e exercer a função para merecidamente, indiferente de sexo, cor, idade, etc., recebam por ele.
Ela também fala que existem estudos que comprovam que as culturas exercidas em casa e até mesmo na comunidade escolar, influenciam no desempenho e capacidade intelectual das crianças, onde meninos são melhores em matemática e meninas em português. Eu não vejo essa diferença dentro da sala de aula em questão de gêneros e sim do incentivo dos pais e da própria escola nos alunos independente se meninos ou meninas.
Neste artigo também é falado das culturas tradicionais, onde meninos são mais esperados pelas famílias e preferencialmente como primogênitos, abalando geralmente as atitudes, socialização e desvalorizando a autoestima das meninas, onde estas culturas trazem que a mulher é feita para cuidar da casa, dos filhos e dos maridos, enquanto o homem provém da carreira sustentar a casa. As mulheres atualmente são emponderadas, está cada vez mais conquistando o seu espaço, claro que existem muitas diferenças, mas olhando para o passado é pouco que falta estabelecer a igualdade entre os gêneros, porém não é uma tarefa fácil, pois além das culturas tradicionais, também precisa quebrar as culturas silenciadas, ou seja, certas coisas “são para meninos” e outras “são para meninas”. Também não podemos esquecer que muitos homens desempenham papeis intitulados para mulheres, como cozinhar, limpar a casa, cuidar dos filhos, costurar, etc. Eles desempenham tão quanto uma mulher.
Outro fator que este artigo expõe são as escolas, que muitas vezes professores e colegas discriminam por gêneros, tendo maior simpatia com os meninos. A autora traz que os ambientes dificultam as habilidades femininas em diversos pontos, ocasionados pela família e pela escola, inferiorizando-as, e que é de responsabilidade de todos mudarem esse pensamento da sociedade. Acredito que a autoconfiança, só se tenha quando aparado por pessoas em quais confiamos e que nos apoiam, dito isso, qualquer pessoa é capaz de exercer qualquer função sem discriminação de suas capacidades por causa do seu gênero.

Plano de aula: Igualdade entre os gêneros
Plano destinado ao 8º ano do Ensino Fundamental, onde propõe atividades para os alunos de situações que evidenciem a desigualdade de gêneros, fazendo assim identificar e superar estas diferenças, sejam elas biológicas afetivas humanas etc.
O que mais me chamou a atenção é a forma voltada para o diálogo e debate em sala de aula, pois muitos alunos nesta faixa etária não têm com quem falar ou até mesmo têm medo de falar, seja por vergonha entre outras coisas. Este tipo de atividade promove a socialização incita a igualdade dos gêneros, pois todos terão voz e vez de falar sem distinção. Outra atividade também proposta que pode ser utilizada não só para esta série é a construção do mapa da empatia, pois ele traz a visão não só conceitual e procedimental, mas atitudinal englobando uma construção social, com perguntas sucintas, também podendo ficar aberto para mais relatos, seja de experiência, atitudes, etc.
A abordagem do vídeo mostra claramente o quanto à sociedade induz nos estereótipos, pois quando a pessoa é ingênua, não faz comparação e nem desiguala ninguém.
A sistematização final foi uma ideia bem elaborada, pois traz de forma coletiva a construção da sistematização da frase final, ou seja, sem distinção, promovendo a igualdade entre os gêneros.

REFERÊNCIAS:
PERSICH, G.D; GERALDI, A.M; SOUZA, J.M. Plano de aula: IGUALDADE ENTRE OS GÊNEROS. Disponível em: https://novaescola.org.br/plano-de-aula/2094/igualdade-entre-os-generos. Acessado dia 22/10/2019.
TAVARES, P.A. Escola e família reforçam desigualdades de gênero. Publicado em 01/08/2019. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/18143/pesquisas-mostram-como-escola-e-familia-reforcam-desigualdades-de-genero. Acessado dia 22/10/2019.

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