sábado, 27 de julho de 2019

RESUMO DOS ARTIGOS 2, 9, 12 E 34 DO LIVRO PRÁTICAS EDUCACIONAIS


Resumo do artigo nº 2 do livro Práticas Educacionais “Revitalização do Ambiente escolar: uma ação do PIBID” por Camila Richter.
Este artigo relata a prática dos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). São alunos de licenciatura de diversas áreas como: Biologia, Física e Química da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus de Cerro Largo- RS. Esta prática envolve alunos do 6º ao 9º ano da Escola Fundamental Sargento Silvio Delmar Hollenbach, onde o foco é a Educação Ambiental, ressaltando a preservação e motivando os alunos a gostarem do ambiente escolar conscientizando com o tema: Qualidade de Vida e Revitalização do Espaço Escolar.
Para isso acontecer, foram realizadas várias etapas que vão desde o planejamento, organização e procedimentos adequados para cada série.
O objetivo principal é a valorização do ambiente escolar, aumentando o gosto e a conservação do mesmo, tornando mais atrativo para os alunos e estimulando-os a estarem nela, tornando-os agentes ativos promovendo a sustentabilidade, formando cidadãos conscientes.
O desenvolvimento das atividades envolveu a integração de todos, desde os bolsistas, alunos, professores e direção da escola, com um diálogo sobre a importância de cuidar de si e do meio ambiente, promovendo assim a educação ambiental. Foi realizado de forma interdisciplinar, através de uma sequência de etapas.
Para saber os conhecimentos prévios dos alunos, foi feito uma dinâmica com palavras relacionadas sobre os conteúdos abordados para as problemáticas ambientais. Por sequência foram dadas aulas expositivas dialógicas sobre o lixo, desde a geração dos resíduos sólidos até a decomposição, sensibilizando-os como as práticas do cotidiano podem causar problemas ambientais. Para isso sintetizar eles confeccionaram cartazes informativos sobre isso.
Foi construído um local para realização de compostagem, utilizando canos de PVC, fixados numa das paredes da escola, auxiliando assim a preparação do húmus, utilizados posteriormente na horta escolar, construída por eles e plantadas verduras e legumes.
No entorno da escola foi feito o plantio de árvores frutíferas e nativas, tendo cuidado com alguns locais, como a quadra esportiva.
Em pneus velhos descartados pela comunidade, após a limpeza e pintura, neles foi plantado flores, os quais ficaram no Jardim da Escola.
Para a estética foi feito a lavagem dos muros e da quadra esportiva da escola.
Após dessas atividades, foi realizado a socialização dos alunos, onde apresentaram seus cartazes, debateram sobre os temas e foi exibido o documentário “Ilha das Flores” como sensibilização do conhecimento e fazendo-os refletir.
O projeto foi realizado com êxito por parte dos alunos, que desenvolveram as atividades propostas, os que mais se sobressaíram foram os alunos do 6º ano, diferente dos professores, que tiveram certa resistência devido às temáticas escolhidas.
Este projeto aconteceu em 2015 e até hoje existem ainda atividades para mantê-lo e isso mostra que a participação dos alunos ativamente estimula- os não só no conhecimento, mas como cidadãos conscientes.
A escola não se limita apenas a sala de aula para os alunos, o espaço físico é o primeiro contato, onde é feito as primeiras relações, por isso deve ser acolhedor, este projeto proporcionou a contribuição de conhecimento e prática não só para os alunos, mas para os que se inserem nesta comunidade.
Resumo do artigo nº 9 do livro Práticas Educacionais “O Processo da Compostagem Aliado a Prática de Ensino” por Jaqueline Vanise Ruwer Vogt.
Este projeto trabalho teve o intuito de trazer a problemática gerada pelo descarte inadequado do lixo, promovendo a reflexão de como isso interfere no meio ambiente e que não é algo contemporâneo.
Com alunos do 6º ano de uma escola municipal de São Paulo das Missões-RS, foi realizado uma prática com compostagem. Primeiramente eles observaram como acontecem os processos de decomposição dos resíduos orgânicos, onde participaram e puderam levar essa ideia para ser utilizada no ambiente familiar. Eles foram orientados e sensibilizados com questões ambientais e a necessidade de preservação do meio ambiente.
Em sala de aula foi debatido com bases estatístico de produção e destinos finais do lixo no Brasil, eles analisaram o seu cotidiano e os ambientes em que convivem, promovendo uma reflexão e um senso crítico sobre isso, pois não é iniciativa de políticas públicas e sim de todos. Durante a aula sobre como é realizado o tratamento orgânico é que surgiu trabalhar com compostagem. Foi realizado um conhecimento prévio com os alunos sobre o que é lixo e compostagem, foram diversas resposta, então foi elaborado um conceito para diferenciar lixo de resíduos. Após, foi pego da cozinha da escola restos orgânicos, para realizarem o processo de compostagem.
Em duas camadas intercalando com resíduo úmido e folhas secas, a maioria dos alunos participou para a construção da composteira, colocaram telhas para cobri-la e evitar acúmulo de água. Também com a utilização de um termômetro foi realizada a amostragem da temperatura e com o apalpamento com a mão a umidade. Outro fator importante foi colocado junto com a matéria orgânica, um pedaço de plástico, para observarem a decomposição do mesmo e do resíduo orgânico. Durante um mês, a cada três dias eram revolvido o composto e analisado a temperatura e umidade. No decorrer, por haver muita umidade, surgiram larvas e moscas, tendo assim que colocar mais folhas secas, no composto a ser utilizado na horta e jardim da escola.
A compostagem além de ser uma ferramenta de atividade prática para educação ambiental serve para viabilizar a destinação correta de resíduos orgânicos e utilização do seu composto para adubação, dando uma qualidade para o solo, também reduzindo assim o uso de fertilizantes, diminuindo impactos ambientais e custos financeiros.
 Esta prática auxiliou os estudantes a fazerem conexão com o conteúdo, trabalhando em equipe, desenvolvendo a sensibilização e valorização do meio ambiente através dos atos praticados desde a geração do lixo.
Para um professor de ciências, as aulas práticas são essenciais, para além de abordar conteúdos, desenvolver a construção do conhecimento, incentivando os alunos a não só observar, mas interagir com o meio ambiente e assim ter uma melhor visão, transformando em cidadãos preservadores dele.
A problemática do descarte incorreto do lixo, afeta o meio ambiente, desde a poluição e diminuição dos recursos naturais. Esta prática proporcionou além de conhecimento, a consciência, motivação que leva a atitudes melhores para a cidadania. Podendo ser feita e abordada em outros contextos.

Resumo do artigo nº 12 do livro Práticas Educacionais “Relações Ecológicas: quebrando as barreiras da sala de aula” por Marcelo Nunes Schneider.

Este trabalho visa à compreensão sobre as relações ecológicas, diferenciando-as em harmônicas e desarmônicas com uma saída de campo, tendo assim uma visão mais ampla usando exemplos ocorridos próximos aos alunos, os quais não sabiam que tipo de relações era.
Foram três aulas para os estudantes do 6º ano de uma escola da rede pública do município de Cerro Largo- RS, que engloba alunos da cidade e das localidades próximas.
 Na primeira aula foram dadas as teorias e os conceitos, mediados por slides que continhas imagens para identificação das relações, também foi utilizado o livro para realizarem uma atividade de classificação e determinando assim qual relação ecológica, citandos exemplos. A saída de campo se deu na segunda aula, onde os alunos percorreram os arredores da escola até uma praça, onde nesse percurso eles tinham que identificar e classificar as relações diferentes que encontravam e assim conseguiram observar as que eram harmônicas ou desarmônicas, vendo assim quem se beneficiava ou não. A partir disso os alunos comentaram de exemplos que aconteciam em suas casas, então surgiu que para terceira aula que eles teriam que trazer esses exemplos através de registros de fotos o que não observaram na saída de campo e era comum em suas residências. Na terceira aula os estudantes mostraram aos colegas as fotos registradas através da data show explicando as relações contidas nelas.
O autor fala que com a prática os alunos tiveram maior compreensão do conteúdo, mostraram maior facilidade com o aprendizado, e estavam motivados e envolvidos com a atividade. Na última aula ficou evidente a assimilação do conteúdo, concluindo que a associação da prática, com exemplos do nosso cotidiano é uma das ferramentas essências no processo de construção da aprendizagem e também salienta que o PIBID proporciona essa metodologia de aprendizagem, onde pode colocar diversas práticas para o auxílio não só dos professores bolsistas, mas principalmente para os alunos, dando a eles uma forma “experiente” de aprender.
Resumo do artigo nº 34 do livro Práticas Educacionais “Um Pedaço da Natureza dentro da Sala de Aula” por Álvaro Kuhn de Oliveira.
Este foi um trabalho realizado pelo Projeto Interdisciplinar (PI), com alunos do 1° e 2° ano do Ensino Médio Politécnico, eles foram reunidos em uma turma multiserriada e fizeram uma montagem de um terrário (ambiente em microescala). É uma escola em que os professores visam a práticas em suas aulas.
Muitos alunos não sabem o que é um terrário, como fazê-lo e para que sirva, entre outros assuntos relevantes, por isso foi feito perguntas, pois para a montagem do mesmo, ele tem que ter o conhecimento do que acontece dentro dele como o ciclo da água, luz entre outros fatores. Observou-se que muitos não respondiam por não se lembrar do conteúdo, ou por não tê-lo aprendido.
Esta atividade envolve a ecologia e para isso os alunos precisam do entendimento de alguns conceitos principais, para poderem entender o que deverá acontecer e ser observado em um terrário.
Primeiramente foram dados os conceitos ecológicos, com auxilio de fotos, imagens e tabelas, para melhor assimilação dos conceitos que os livros trazem, pois é de extrema importância saber o que é habitat, nichos ecológicos, etc., Também foi explicado aos estudantes como seriam os procedimentos para realizar a atividade, foi entregue um roteiro com os materiais necessários e eles foram separados em grupos (cinco) para o desenvolvimento da mesma.
No quadro foi desenhado um mapa conceitual abordando o que eles precisavam saber, as palavras chaves foram sendo introduzidas, perguntadas e respondidas. Muitos alunos participaram não só com a observação, mas com a indagação de como fazer e o porquê de fazer. Outro fator importante foi a participação da professora, que estava sempre atenta, fazia perguntas e auxiliava o autor quando necessário.
Para a montagem do terrário foi utilizado por cada aluno um recipiente de garrafa PET de 2 Litros, cortada abaixo do gargalo, e com a medição de dois dedos, foi depositado nele: brita carvão moído. Depois com a medição de cinco dedos de terra, logo foram plantadas suculentas, musgos, samambaias e pequenas espadas de São Jorge. Como material biológico foi utilizado folhas trituradas e por fim uma quantidade de água pra poderem observar o ciclo da água dentro do recipiente.
Após uma semana de adaptação e realização de atividades funcionais da planta, todos os recipientes foram selados e enumerados, eles foram deixados no laboratório da escola, e os alunos os observaram a cada semana, fazendo as anotações das mudanças ocorridas neste período, o ciclo da água e a temperatura entre 18º C à 20º C. Sendo que um dos terrários na segunda semana apresentou mosquitos, onde os alunos ficaram perplexos, como em um ambiente fechado eles estavam ali. Através desta e de outras indagações as aulas foram participativas com os resultados obtidos através de seus relatórios. E no final de cada aula era dada aos estudantes uma atividade onde eles relatavam de como se sentiam fazendo esta atividade, o que esperavam assim o autor tinha uma prévia do que precisaria trabalhar na aula seguinte, como também o aprendizado que eles vinham tendo através desta prática.
A interação entre o professor e os alunos deu maior satisfação no resultado deste trabalho, os alunos assimilaram o conteúdo com êxito, utilizaram um dos espaços oferecidos pela escola (laboratório), mas o autor enfatiza que poderia ter explorado mais a prática utilizando recursos, como as árvores do pátio da escola, para explicar os conceitos de ecologia, facilitando a aprendizagem.

REFERÊNCIAS:
 OLIVEIRA, A.K. UM PEDAÇO DA NATUREZA DENTRO AS SALA DE AULA, In: Paula Vanessa Bervian; Rosangela Inês Matos Uhmann; Rosemar Ayres dos santos; (Org). Práticas Educativas em Ensino de Ciências: relatos de experiências. Ed. Bagé: FAITH, 2017, v.1, p.233-240.
 RICTHER, C. REVITALIZAÇÃO DO AMBIENTE ESCOLAR: UMA AÇÃO DO PIBID In: Paula Vanessa Bervian; Rosangela Inês Matos Uhmann; Rosemar Ayres dos santos; (Org). Práticas Educativas em Ensino de Ciências: relatos de experiências. Ed. Bagé: FAITH, 2017, v.1, p.20-27.
 SCHNEIDER, M.N. RELAÇÕES ECOLÓGICAS: QUEBRANDO AS BARREIRAS DA SALA DE AULA In: Paula Vanessa Bervian; Rosangela Inês Matos Uhmann; Rosemar Ayres dos santos; (Org). Práticas Educativas em Ensino de Ciências: relatos de experiências. Ed. Bagé: FAITH, 2017, v.1, p.84-88.
 VOGT, J.V. R O PROCESSO DE COMPOSTAGEM ALIADO A PRÁTICA DE ENSINO In: Paula Vanessa Bervian; Rosangela Inês Matos Uhmann; Rosemar Ayres dos santos; (Org). Práticas Educativas em Ensino de Ciências: relatos de experiências. Ed. Bagé: FAITH, 2017, v.1, p.67-71.

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