Resumo
do artigo nº 2 do livro Práticas Educacionais “Revitalização do Ambiente
escolar: uma ação do PIBID” por Camila Richter.
Este artigo relata a prática dos bolsistas do
Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). São alunos de
licenciatura de diversas áreas como: Biologia, Física e Química da Universidade
Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus de
Cerro Largo- RS. Esta prática envolve alunos do 6º ao 9º ano da Escola
Fundamental Sargento Silvio Delmar Hollenbach, onde o foco é a Educação
Ambiental, ressaltando a preservação e motivando os alunos a gostarem do
ambiente escolar conscientizando com o tema: Qualidade de Vida e Revitalização
do Espaço Escolar.
Para isso acontecer, foram realizadas várias etapas
que vão desde o planejamento, organização e procedimentos adequados para cada
série.
O objetivo principal é a valorização do ambiente
escolar, aumentando o gosto e a conservação do mesmo, tornando mais atrativo
para os alunos e estimulando-os a estarem nela, tornando-os agentes ativos
promovendo a sustentabilidade, formando cidadãos conscientes.
O desenvolvimento das atividades envolveu a
integração de todos, desde os bolsistas, alunos, professores e direção da
escola, com um diálogo sobre a importância de cuidar de si e do meio ambiente,
promovendo assim a educação ambiental. Foi realizado de forma interdisciplinar,
através de uma sequência de etapas.
Para saber os conhecimentos prévios dos alunos, foi
feito uma dinâmica com palavras relacionadas sobre os conteúdos abordados para
as problemáticas ambientais. Por sequência foram dadas aulas expositivas
dialógicas sobre o lixo, desde a geração dos resíduos sólidos até a
decomposição, sensibilizando-os como as práticas do cotidiano podem causar
problemas ambientais. Para isso sintetizar eles confeccionaram cartazes
informativos sobre isso.
Foi construído um local para realização de
compostagem, utilizando canos de PVC, fixados numa das paredes da escola,
auxiliando assim a preparação do húmus, utilizados posteriormente na horta
escolar, construída por eles e plantadas verduras e legumes.
No entorno da escola foi feito o plantio de árvores
frutíferas e nativas, tendo cuidado com alguns locais, como a quadra esportiva.
Em pneus velhos descartados pela comunidade, após a
limpeza e pintura, neles foi plantado flores, os quais ficaram no Jardim da
Escola.
Para a estética foi feito a lavagem dos muros e da
quadra esportiva da escola.
Após dessas atividades, foi realizado a socialização
dos alunos, onde apresentaram seus cartazes, debateram sobre os temas e foi
exibido o documentário “Ilha das Flores” como sensibilização do conhecimento e
fazendo-os refletir.
O projeto foi realizado com êxito por parte dos
alunos, que desenvolveram as atividades propostas, os que mais se sobressaíram
foram os alunos do 6º ano,
diferente dos professores, que tiveram certa resistência devido às temáticas
escolhidas.
Este projeto aconteceu em 2015 e até hoje existem ainda
atividades para mantê-lo e isso mostra que a participação dos alunos ativamente
estimula- os não só no conhecimento, mas como cidadãos conscientes.
A escola não se limita apenas a sala de aula para os
alunos, o espaço físico é o primeiro contato, onde é feito as primeiras
relações, por isso deve ser acolhedor, este projeto proporcionou a contribuição
de conhecimento e prática não só para os alunos, mas para os que se inserem
nesta comunidade.
Resumo
do artigo nº 9 do livro Práticas Educacionais “O Processo da Compostagem Aliado
a Prática de Ensino” por Jaqueline Vanise Ruwer Vogt.
Este projeto trabalho
teve o intuito de trazer a problemática gerada pelo descarte inadequado do
lixo, promovendo a reflexão de como isso interfere no meio ambiente e que não é
algo contemporâneo.
Com alunos do 6º ano de uma escola municipal de São Paulo das
Missões-RS, foi realizado uma prática com compostagem. Primeiramente eles
observaram como acontecem os processos de decomposição dos resíduos orgânicos,
onde participaram e puderam levar essa ideia para ser utilizada no ambiente
familiar. Eles foram orientados e sensibilizados com questões ambientais e a
necessidade de preservação do meio ambiente.
Em
sala de aula foi debatido com bases estatístico de produção e destinos finais
do lixo no Brasil, eles analisaram o seu cotidiano e os ambientes em que
convivem, promovendo uma reflexão e um senso crítico sobre isso, pois não é
iniciativa de políticas públicas e sim de todos. Durante a aula sobre como é
realizado o tratamento orgânico é que surgiu trabalhar com compostagem. Foi
realizado um conhecimento prévio com os alunos sobre o que é lixo e
compostagem, foram diversas resposta, então foi elaborado um conceito para
diferenciar lixo de resíduos. Após, foi pego da cozinha da escola restos
orgânicos, para realizarem o processo de compostagem.
Em
duas camadas intercalando com resíduo úmido e folhas secas, a maioria dos
alunos participou para a construção da composteira, colocaram telhas para
cobri-la e evitar acúmulo de água. Também com a utilização de um termômetro foi
realizada a amostragem da temperatura e com o apalpamento com a mão a umidade.
Outro fator importante foi colocado junto com a matéria orgânica, um pedaço de
plástico, para observarem a decomposição do mesmo e do resíduo orgânico.
Durante um mês, a cada três dias eram revolvido o composto e analisado a
temperatura e umidade. No decorrer, por haver muita umidade, surgiram larvas e
moscas, tendo assim que colocar mais folhas secas, no composto a ser utilizado
na horta e jardim da escola.
A
compostagem além de ser uma ferramenta de atividade prática para educação
ambiental serve para viabilizar a destinação correta de resíduos orgânicos e
utilização do seu composto para adubação, dando uma qualidade para o solo,
também reduzindo assim o uso de fertilizantes, diminuindo impactos ambientais e
custos financeiros.
Esta prática auxiliou os estudantes a fazerem
conexão com o conteúdo, trabalhando em equipe, desenvolvendo a sensibilização e
valorização do meio ambiente através dos atos praticados desde a geração do
lixo.
Para
um professor de ciências, as aulas práticas são essenciais, para além de
abordar conteúdos, desenvolver a construção do conhecimento, incentivando os
alunos a não só observar, mas interagir com o meio ambiente e assim ter uma
melhor visão, transformando em cidadãos preservadores dele.
A
problemática do descarte incorreto do lixo, afeta o meio ambiente, desde a
poluição e diminuição dos recursos naturais. Esta prática proporcionou além de
conhecimento, a consciência, motivação que leva a atitudes melhores para a
cidadania. Podendo ser feita e abordada em outros contextos.
Resumo
do artigo nº 12 do livro Práticas Educacionais “Relações Ecológicas: quebrando
as barreiras da sala de aula” por Marcelo Nunes Schneider.
Este trabalho visa à
compreensão sobre as relações ecológicas, diferenciando-as em harmônicas e desarmônicas
com uma saída de campo, tendo assim uma visão mais ampla usando exemplos
ocorridos próximos aos alunos, os quais não sabiam que tipo de relações era.
Foram três aulas para os
estudantes do 6º ano de uma escola da rede pública do município de Cerro Largo-
RS, que engloba alunos da cidade e das localidades próximas.
Na primeira aula foram dadas as teorias e os
conceitos, mediados por slides que continhas imagens para identificação das
relações, também foi utilizado o livro para realizarem uma atividade de
classificação e determinando assim qual relação ecológica, citandos exemplos. A
saída de campo se deu na segunda aula, onde os alunos percorreram os arredores
da escola até uma praça, onde nesse percurso eles tinham que identificar e classificar
as relações diferentes que encontravam e assim conseguiram observar as que eram
harmônicas ou desarmônicas, vendo assim quem se beneficiava ou não. A partir
disso os alunos comentaram de exemplos que aconteciam em suas casas, então
surgiu que para terceira aula que eles teriam que trazer esses exemplos através
de registros de fotos o que não observaram na saída de campo e era comum em
suas residências. Na terceira aula os estudantes mostraram aos colegas as fotos
registradas através da data show explicando as relações contidas nelas.
O autor fala que com a
prática os alunos tiveram maior compreensão do conteúdo, mostraram maior
facilidade com o aprendizado, e estavam motivados e envolvidos com a atividade.
Na última aula ficou evidente a assimilação do conteúdo, concluindo que a associação
da prática, com exemplos do nosso cotidiano é uma das ferramentas essências no
processo de construção da aprendizagem e também salienta que o PIBID
proporciona essa metodologia de aprendizagem, onde pode colocar diversas
práticas para o auxílio não só dos professores bolsistas, mas principalmente
para os alunos, dando a eles uma forma “experiente” de aprender.
Resumo
do artigo nº 34 do livro Práticas Educacionais “Um Pedaço da Natureza dentro da
Sala de Aula” por Álvaro Kuhn de Oliveira.
Este foi um trabalho
realizado pelo Projeto Interdisciplinar (PI), com alunos do 1° e 2° ano do Ensino Médio Politécnico, eles foram
reunidos em uma turma multiserriada e fizeram uma montagem de um terrário
(ambiente em microescala). É uma escola em que os professores visam a práticas
em suas aulas.
Muitos
alunos não sabem o que é um terrário, como fazê-lo e para que sirva, entre
outros assuntos relevantes, por isso foi feito perguntas, pois para a montagem
do mesmo, ele tem que ter o conhecimento do que acontece dentro dele como o
ciclo da água, luz entre outros fatores. Observou-se que muitos não respondiam
por não se lembrar do conteúdo, ou por não tê-lo aprendido.
Esta
atividade envolve a ecologia e para isso os alunos precisam do entendimento de
alguns conceitos principais, para poderem entender o que deverá acontecer e ser
observado em um terrário.
Primeiramente
foram dados os conceitos ecológicos, com auxilio de fotos, imagens e tabelas,
para melhor assimilação dos conceitos que os livros trazem, pois é de extrema
importância saber o que é habitat, nichos ecológicos, etc., Também foi explicado
aos estudantes como seriam os procedimentos para realizar a atividade, foi
entregue um roteiro com os materiais necessários e eles foram separados em
grupos (cinco) para o desenvolvimento da mesma.
No
quadro foi desenhado um mapa conceitual abordando o que eles precisavam saber,
as palavras chaves foram sendo introduzidas, perguntadas e respondidas. Muitos
alunos participaram não só com a observação, mas com a indagação de como fazer
e o porquê de fazer. Outro fator importante foi a participação da professora,
que estava sempre atenta, fazia perguntas e auxiliava o autor quando necessário.
Para
a montagem do terrário foi utilizado por cada aluno um recipiente de garrafa
PET de 2 Litros, cortada abaixo do gargalo, e com a medição de dois dedos, foi depositado
nele: brita carvão moído. Depois com a medição de cinco dedos de terra, logo foram
plantadas suculentas, musgos, samambaias e pequenas espadas de São Jorge. Como
material biológico foi utilizado folhas trituradas e por fim uma quantidade de
água pra poderem observar o ciclo da água dentro do recipiente.
Após
uma semana de adaptação e realização de atividades funcionais da planta, todos
os recipientes foram selados e enumerados, eles foram deixados no laboratório
da escola, e os alunos os observaram a cada semana, fazendo as anotações das
mudanças ocorridas neste período, o ciclo da água e a temperatura entre 18º C à
20º C. Sendo que um dos terrários na segunda semana apresentou mosquitos, onde
os alunos ficaram perplexos, como em um ambiente fechado eles estavam ali.
Através desta e de outras indagações as aulas foram participativas com os
resultados obtidos através de seus relatórios. E no final de cada aula era dada
aos estudantes uma atividade onde eles relatavam de como se sentiam fazendo
esta atividade, o que esperavam assim o autor tinha uma prévia do que precisaria
trabalhar na aula seguinte, como também o aprendizado que eles vinham tendo
através desta prática.
A
interação entre o professor e os alunos deu maior satisfação no resultado deste
trabalho, os alunos assimilaram o conteúdo com êxito, utilizaram um dos espaços
oferecidos pela escola (laboratório), mas o autor enfatiza que poderia ter
explorado mais a prática utilizando recursos, como as árvores do pátio da
escola, para explicar os conceitos de ecologia, facilitando a aprendizagem.
REFERÊNCIAS:
OLIVEIRA, A.K. UM PEDAÇO DA NATUREZA DENTRO AS SALA DE AULA, In: Paula
Vanessa Bervian; Rosangela Inês Matos Uhmann; Rosemar Ayres dos santos; (Org).
Práticas Educativas em Ensino de Ciências: relatos de experiências. Ed. Bagé: FAITH,
2017, v.1, p.233-240.
RICTHER, C. REVITALIZAÇÃO DO AMBIENTE ESCOLAR: UMA AÇÃO
DO PIBID In: Paula Vanessa Bervian; Rosangela Inês Matos Uhmann; Rosemar Ayres
dos santos; (Org). Práticas Educativas em Ensino de Ciências: relatos de
experiências. Ed. Bagé: FAITH, 2017, v.1, p.20-27.
SCHNEIDER, M.N. RELAÇÕES ECOLÓGICAS: QUEBRANDO AS
BARREIRAS DA SALA DE AULA In: Paula Vanessa Bervian; Rosangela Inês Matos
Uhmann; Rosemar Ayres dos santos; (Org). Práticas Educativas em Ensino de
Ciências: relatos de experiências. Ed. Bagé: FAITH, 2017, v.1, p.84-88.
VOGT, J.V. R O PROCESSO DE COMPOSTAGEM ALIADO A PRÁTICA
DE ENSINO In: Paula Vanessa Bervian; Rosangela Inês Matos Uhmann; Rosemar Ayres
dos santos; (Org). Práticas Educativas em Ensino de Ciências: relatos de
experiências. Ed. Bagé: FAITH, 2017, v.1, p.67-71.
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