sexta-feira, 3 de maio de 2019

Resenha do artigo: "O futuro da educação em uma sociedade do conhecimento: o argumento radical em defesa de um currículo centrado em disciplinas".


O autor é Michael F.D. Young, um sociólogo britânico que além de ativista social é Doutor honoris causa na Finlândia pela Universidade Joenssu e professor titular da Universidade de Londres.
Este artigo traz discussões, fazendo refletir com base nele a educação nos tempos atuais do nosso país (Brasil), comparado às políticas educacionais que o autor fala em seu trabalho, sobre as reformas ocorridas nos países europeus no ano de 2008. Sendo de formas complexas, que uma hora o leitor fica a favor das ideias trazidas e outra hora diverge com as discussões do conhecimento com essas práticas politicas.
As reformas foram feitas, devido a um contexto social e econômico ocorridos na Inglaterra, como o desemprego, desinteresse dos alunos, gerando o baixo rendimento e até abandono escolar, refletindo num fracasso social.
Porém essas reformas não levam em conta o papel do conhecimento em si e sim de adequação para metas políticas e sociais inquestionáveis dos países europeus.
Young deixa claro que “Currículo” é diferente de “Pedagogia”. E este é um desafio de transição. Ele fala de uma forma apelativa, que “o currículo centrado em disciplinas” deva ser feito por especialistas, que saberão dos conceitos das tais, que aumentarão o currículo para o mercado de trabalho. Em outras palavras e como ele enfatiza no texto que é o professor que atua como motivador do aluno para desenvolver o conhecimento da disciplina do currículo, ou seja, ele que faz a ponte entre o currículo e a pedagogia sem esse elo ficam dispersos o conhecimento, pois ambos os conceitos são bem distintos.
Independente de qual abordagem instrumentalista que venha ter o currículo, ele irá diferenciar as classes e esse é o problema que todos os países enfrentam: “Desigualdades sociais na educação”.
Se forem comparadas as escolas privadas do nosso país se igualaria o currículo que o autor defende “Engajamento” que nada mais é que o ajuste e definição do que é ensinado, sendo como um instrumento alavancado para os estudantes. E nas escolas públicas o que será que realmente está sendo ensinado? Será que os conceitos e disciplinas são os mesmos?
De acordo com o artigo de Young, o mundo é visto no ambiente escolar, como um objeto de pensamento, ou seja, de estudo e não vê como um lugar de experiência. Isso diverge das pedagogias atuais, que deixa a aprendizagem mecânica no passado e começa a colocar a aprendizagem significativa nas aulas, trazendo enriquecimento para os conceitos com as experiências vividas pelos alunos de suas variadas formas, onde o aluno se torna agregador do conteúdo e despertando o interesse para o conhecimento.
Em determinada parte do artigo o autor diz que as disciplinas fazem parte de dois círculos diferentes, que ao mesmo tempo são distintas elas também são relativas, podendo em determinado tempo se relacionar ou até mesmo se distinguir. Acredito que a visão sobre alguma coisa de uma pessoa difere de outra, mas derivam de algo em comum, se relacionando.
Outro fato interessante discutido neste artigo é que quanto mais conhecimentos têm dentro do currículo e em especial de uma disciplina, seguindo as normas, mais se tornamos especialistas dela. Um exemplo disso na vida acadêmica são as graduações e especializações.
E o papel pedagógico dos professores chama a atenção, porque Young enfatiza e dá notoriedade que o professor que leva o estudante a ter um currículo confiável, promovendo além de conceitos, relacionamento e a capacidade do aluno de desenvolver o currículo.
O problema do currículo é ele ser restrito e desqualificar socialmente os menos afortunados. Não desenvolvendo uma equidade muito menos uma qualidade de educação. Sendo necessária uma renovação de currículos, ou seja, não sendo tão radical (elitista), e envolvendo não só a disciplina, mas a relação do aluno com a sociedade, com os professores e com a escola, desenvolvendo além de conhecimento relações culturais mais conhecidos como: socioconstrutivismo que é o pensamento de corrente pedagógica de Lev Vygotsky (1896-1934), muito estudado nos conteúdos que envolvem o tema da educação.

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